2015 é o primeiro ano que Itaquaquecetuba terá o Dia da Consciência Negra como feriado

Marcello Barbosa

Nas últimas semanas a grande dúvida entre os moradores de Itaquaquecetuba era se o dia 20 de Novembro que se comemora o “Dia da Consciência Negra” seria feriado na cidade. Sim! pela primeira vez a cidade vai parar no dia 20 de novembro, pois desde o ano passado essa data se tornou um Feriado Municipal.

De acordo com o presidente do Conselho Municipal da Promoção da Igualdade Racial (Compir), Marcos Paulo da Silva, “Após muita luta do Compir, a Liga das Escolas de Samba, Velha Guarda do Samba, capoeiristas e outros movimentos da cidade, em 2014 foi aprovada na Câmara dos Vereadores uma emenda a Lei Orgânica Municipal de Itaquaquecetuba (Emenda à Lei Orgânica nº 48/2014) onde define o dia 20 de novembro como feriado municipal.” A alteração citada por Marcos foi feita ao artigo 157 da Lei Orgânica Municipal.

Marcos Paulo comenta que a próxima ação  do Compir será trazer para Itaquaquecetuba através de uma parceria com o Governo do Estado, o Programa “São Paulo Contra o Racismo”.

Na região do Alto Tietê a cidade é a sexta cidade a declarar feriado no Dia da Consciência Negra, depois de Suzano, Biritiba Mirim, Salesópolis, Ferraz de Vasconcelos e Santa Isabel.

Dia Nacional da Consciência Negra

O Dia Nacional da Consciência Negra é celebrado, no Brasil, em 20 de novembro. Foi criado em 2003 e instituído em âmbito nacional mediante a lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011, sendo considerado feriado em cerca de mil cidades em todo o país e nos estados de Alagoas, Amazonas, Amapá, Mato Grosso e Rio de Janeiro por completo através de decretos estaduais. Em estados que não aderiram a lei, a responsabilidade é do prefeito, que decide se haverá o feriado no município. A ocasião é dedicada à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira.

A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de “Zumbi dos Palmares”, em 1695. Sendo assim, o Dia da Consciência Negra procura remeter à resistência do negro contra a escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte de africanos para o solo brasileiro (1549).

Algumas entidades como o Movimento Negro (o maior do gênero no país) organizam palestras e eventos educativos, visando principalmente crianças negras. A instituição procura evitar o desenvolvimento do auto-preconceito, ou seja, da inferiorização perante a sociedade


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