Armando Neto cobra explicações da Prefeitura de Itaquaquecetuba sobre conclusão da obra da Praça Padre João Alvares

Foto: Cape Press Comunicação
Além desta, outras três solicitações foram aprovadas por unanimidade como a falta de pagamento do Pró Labore para policiais militares e civis, e informações sobre o concurso público municipal e o plano de carreira do funcionalismo público
Na sessão ordinária da Câmara dos Vereadores de Itaquaquecetuba da última quarta-feira (4 de maio), o plenário ‘Vereador Maurício Alves Braz’ acompanhou um verdadeiro ato de democracia com a aprovação de quatro requerimentos proposto pelo vereador Armando Tavares Neto (PR). Os questionamentos foram sobre informações referentes à reforma inacabada na Praça Padre João Álvares, no Centro; o atraso no pró-labore, gratificação concedida aos policiais militares e civis do município; a situação do concurso público anunciado pela Prefeitura em seu site oficial; e o decorrer da contratação da Fundação Getúlio Vargas (FGV) pelo Poder Executivo com finalidade de apresentar um plano de carreira ao funcionalismo público.
 
Segundo o parlamentar, o requerimento que trata a respeito da reforma da Praça Padre João Álvares tem como intuito questionar o enorme valor gasto na obra (Um milhão e quatrocentos mil reais) e também a superficialidade dos reparos. “A Praça Padre João Álvares é um patrimônio de Itaquaquecetuba, sendo um dos locais mais procurados pelos visitantes e pelos moradores. Hoje em dia, temos acompanhado o descaso e o abandono que transformou a praça em um abrigo para moradores de rua. A obra está inacabada, ao contrário do que foi divulgado. Além disso, estou questionando a Prefeitura sobre a contratação da empresa responsável”, afirmou.
 
Ainda sobre a reforma, o vereador também questionou as melhorias divulgadas pela Prefeitura. “Gostaria de saber onde estão as rampas de acessibilidade, pisos antiderrapantes, lavatórios, novos banheiros, iluminação da praça e da fonte, bancos de madeira, quiosques, áreas de descanso, entre outras inúmeras ‘novidades’ anunciadas pela administração municipal”, concluiu.
 
Em relação ao atraso no Pró Labore, Armado Neto fez questão de frisar a denúncia recebida pelos vereadores sobre a falta de pagamento da gratificação. “Os agentes de segurança pública estão sendo altamente prejudicados com esse atraso, visto que eles planejam sua vida financeira já contando com esse bônus. O atraso no Pró Labore é um golpe muito baixo nos policiais, que já sofrem com as péssimas condições de trabalho”.
 
Outro ponto levantado pelo parlamentar na sessão de ontem foi à falta de informações sobre o concurso público da Prefeitura, que já se encontra com as inscrições abertas. “Meu requerimento solicita que a administração preste esclarecimentos sobre a contratação da empresa responsável pelo concurso. Também solicitei uma cópia do contrato com a referida empresa, já que não sabemos se foi feita uma licitação. É dever da Prefeitura divulgar os valores e datas de pagamentos deste contrato”, disse.
 
Além disso, outro requerimento aprovado no plenário pede que a administração municipal informe em qual situação se encontra a aplicação dos estudos desenvolvidos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) para definir o plano de carreira para o funcionalismo público. “Peço que enviem à Câmara dos Vereadores dados sobre a situação e o andamento deste estudo, que foi concluído em 2012 e até agora não foi aplicado. A contratação desta auditoria provocou gastos ao erário público e não cumpriu sua finalidade. Também solicitei o número do Termo de Ajuste de Conduta (TAC), emitido pelo Ministério Público, referente ao estudo contratado”.
 
Com uma excelente presença do público, a sessão contou com manifestos de servidores e população geral, que se identificaram com as cobranças apresentadas pelo vereador. A cada requerimento aprovado, o público presente aplaudiu a decisão dos vereadores, comprovando o desgaste por conta do abandono que a cidade tem sofrido. “São indicações que buscam melhorar a vida da população de um modo geral”, finalizou Neto. (Com informações da Cape Press Comunicação)

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