ARTIGO: Dor de cabeça?

Por Jeruza Lisboa Pacheco Reis*
Esse distúrbio que acomete a humanidade há tempos trata-se de uma doença incapacitante que compromete até mesmo o desempenho das atividades laborais. Pode vir como cefaléia (com curta duração) ou enxaqueca (mais prolongadas), podem até existir simultaneamente, mas são processos distintos, com características diferentes.
E o que pode ocasionar a dor de cabeça? Vários motivos, mas podemos elencar alguns, como: fome, sede, depressão, tontura, irritabilidade, estresse, flutuações hormonais do ciclo menstrual. Claro que a constância da dor exige um diagnóstico médico para acompanhamento e tratamento. Mas, aqui queria trazer uma reflexão metafísica acerca da dor de cabeça. No âmbito metafísico a dor de cabeça representa “preocupação excessiva”.
Normalmente, as pessoas que são acometidas por esse mau, necessitam aprender a superar suas frustrações. Ao superar esse grande desconforto recuperam a harmonia interior, minimizando o sofrimento físico e emocional.
Minha avó costuma dizer que não podemos paquerar a dor, ou seja, temos de pensar e fazer coisas que nos dão prazer e nos alegram, desviando assim a atenção da dor.
Nem sempre é fácil levar a vida de maneira leve e bem humorada, mas é necessário. Afinal, alegria é a melhor coisa que existe, é melhor ser alegre que ser triste…rsrs
Pessoas que sofrem de dor de cabeça, geralmente, têm atividade mental muito intensa, do tipo de não se contentam apenas com o que ouvem, mas procuram saber a fundo sobre certos assuntos, delegam funções, se decepcionam, frequentemente, com aqueles que não correspondem à expectativa de competência e solicitude. Mas, têm de aprender a lidar com essas decepções e falhas alheias, tão comuns no dia a dia. Afinal, se não somos perfeitos, como podemos exigir perfeição dos outros? Esse difícil exercício de aceitação, autoconhecimento e convivência com as diversidades é possível, embora difícil, mas possível.
Solucionar a dor de cabeça é garantir a qualidade de vida, bem como entender as causas, nesse caso a qualidade de ser intensa naquilo que faz, razão pela qual tem de aprender a melhorar  seu nível de enfrentamento da situações difíceis.
Minimizar o sofrimento, os sintomas da dor de cabeça, metafisicamente falando, significa reorganizar seus pensamentos e planejamentos, sem o vigor extremo do pensar, conquistando a felicidade, lembrando que a metafísica compreende as esferas psíquicas, emocionais, energéticas, espirituais e sentimentais.
Aristóteles, um de meus filósofos favoritos, criou essa terminologia (lembrando que, lugar de mulher também é na Filosofia, OK?!).
Metafísica estuda o Ser enquanto Ser, partindo do princípio que é a alma que organiza a matéria e não o físico que cria a essência, algo sublime e divinal, motivo pelo qual somos gratos a Deus, por esse discernimento, embora necessitemos, sempre, de sabedoria divina.
A raiz dos problemas físicos está na atitude interior, sendo a postura da pessoa determinante para a preservação da saúde, os conflitos interiores desencadeiam as doenças que afetam o organismo. Mas temos de lembrar que somos feitos à imagem e semelhança de Deus, que por sua vez é perfeito, logo, somos criaturas do Criador Perfeito, portanto, devemos ser gratos e levar a vida com alegria e superar as adversidades, a fim de não somatizar problemas (com suas doenças).
A grande mudança deve começar de dentro para fora, ou seja, primeiramente, conosco mesmo, nossos pensamentos e atitudes. Sei que não é fácil proceder rupturas na estrutura de organização mental e emocional, mas não é impossível!
*Jeruza Lisboa Pacheco Reis é advogada e professora, mestre em Filosofia, vereadora em Poá, autora do livro “Rosa-Choque – Histórias de uma mulher que escolheu resistir, persistir e insistir” e do livro Poá: De Província à Estância Hidromineral.

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