ARTIGO: Os jovens e a responsabilidade de ter o futuro nas mãos

Por Paula Nunes*

“Os jovens são o futuro do Brasil!” Essa afirmação está corretíssima, mas a pergunta que devemos fazer é: “Como será esse futuro?” Nada para a juventude deve ser feito sem a juventude.

Estamos vivendo, pela primeira vez em nossa história, a realidade de termos 4 gerações interagindo, interferindo e simultaneamente, atuando. Isto tem criado alguns cenários novos e turbulentos.

Penso que a participação ativa e construtiva do jovem na busca por um novo tipo de comprometimento político é um motor potente para a sociedade, que ganha em democracia e na capacidade de enfrentar os problemas que a desafiam. Se por um lado há o descrédito dos jovens brasileiros nos políticos, por outro existe a certeza do quanto esse voto pode fazer a diferença nas urnas.

Os jovens precisam acreditar que podem continuar mudando a política e escolher o futuro. Se todos se conscientizarem que só participando conseguirão mudar este estigma, a esperança irá prevalecer.

A carga já é pesada de se carregar, mas imagina ter essa responsabilidade, sendo que o presente é recheado de desilusões e denúncias de corrupção (suprapartidária). A cada dia que passa é cada vez mais comum ver o descontentamento e a incredulidade da população em relação à política, principalmente, por parte de quem tem a responsabilidade de cuidar do nosso futuro, OU SEJA, OS JOVENS.

Acredito na construção da cultura inclusiva em uma sociedade mais justa e igualitária. Nos últimos 13 anos caminhamos e avançamos na promoção da acessibilidade e na garantia do acesso e permanência na educação, vamos lembrar alguns programas de transformação na educação dos nossos jovens: Reuni, ProUni, Fies, Ciência Sem Fronteiras, Sisu, Pronatec, tudo isso em menos de 13 anos de governo.

Reconhecemos que muito ainda há por fazer na educação inclusiva e, por este motivo, não podemos sequer conceber políticas de governo que imponham retrocessos aos avanços duramente conquistados pela sociedade civil organizada.

É preciso recuperar, de forma urgente, a crença na política, recuperar a sua credibilidade tão desgastada e surrada e, para isso, nada melhor do que aproveitar as, cada vez mais raras, jovens lideranças que ainda surgem em, meio a tanta desconfiança e decepção.

Para se mudar a política que tanto desagrada o povo, é necessário “investir” no novo, e quando digo “novo”, quero dizer um novo nome, uma nova opção, um novo recomeço e, principalmente, um candidato novo e com “sangue” novo para encarar os desafios, que fale a língua dos jovens e que tenha os mesmos sonhos de mudança.

Por isso precisamos que os jovens que têm o nosso futuro nas mãos, passem a interagir, se interessar e a fazer política hoje, que faça no presente para colher no futuro.

Por isso, é necessário um maior envolvimento do jovem na política e uma motivação para que todos desejem mudar a situação e a forma como é vista, para que no futuro o país cresça político-economicamente.

O futuro não é amanhã, o futuro começa hoje!!!

*Paula Nunes é membro da Direção Estadual do PT – SP.

 


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