ARTIGO: Quem investiga quem está investigando?

*Por Paula Nunes

O debate que precisa ser provocado é quem investiga o judiciário? É necessária discussão da transparência. QUEM INVESTIGA a ilegalidade de quem está investigando?

Há muito tempo que as rédeas de alguns setores do Poder Judiciário estão soltas, além da lerdeza crônica e injustificada que lhe é peculiar.

Como nos outros poderes, o Judiciário precisa ser monitorado e cobrado pelos cidadãos para ter um bom funcionamento. É também esse o papel do jornalismo de interesse público: expor os problemas do nosso Judiciário, como por exemplo a parcialidade e a corrupção que contribuem para a ausência de uma Justiça efetiva e igualitária.

Veja só, a divulgação do grampo de uma conversa entre a presidente Dilma e o ex-presidente Lula mostra que está sendo travada uma guerra aberta entre o juiz Moro e o Partido dos Trabalhadores, uma justiça que tem lado partidário e está direcionada a caça de petistas. Moro agiu em retaliação à nomeação de Lula. O ex-presidente Lula, punido e perseguido por Sérgio Moro por conta de um triplex no Guarujá que é da OAS, dois pedalinhos e um bote de lata. Moro quis tumultuar antes das investigações saírem das suas mãos e tomarem outro rumo. Foi a última cartada do juiz Sérgio Moro.

Um juiz não deve agir politicamente. Moro sabia da ilegalidade do seu ato, isto é fato, ele se pautou na moral que parte da população (a elite sobretudo) está lhe concedendo e “bancou” a manobra ilegal. Isso porque, não existe mais motivação na Lava-Jato, que não seja buscar algo que leve o Lula à prisão, o porquê disso?? Horas, imagina ele disputando de igual pra igual com os Aécio ou Geraldo Alckmin e outros Bolsonaros da vida nos palanques em 2018. Isso deixa a direita em extremo desconforto, levando à atos de total desespero, passando por cima de qualquer regra, ainda que moral e ética do “JUDICIÁRIO”. O juiz de primeira instância Sérgio Moro, não só ordenou os grampos, como liberou ilegalmente as gravações para a Rede Globo, portanto, não acredito que foi um “ato impensado”. Ele preparou a sua saída da Lava Jato, incendiando o Brasil, provocando um atentar contra a Segurança Nacional. Moro conta com sua transformação em herói político para garantir-lhe a impunidade.


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