Dia Internacional da Mulher se aproxima e especialista orienta sobre combate ao câncer

O Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março (terça-feira), está se aproximando e os assuntos voltados ao público feminino vêm recebendo enfoque. A cada ano, mais mulheres estão se sobressaindo no mercado de trabalho, gerenciando famílias, ganhando novas e mais responsabilidades. Porém, em virtude dos encargos que estão sujeitas diariamente, parte delas esquecem de cuidar da própria saúde, o que é preocupante.

O câncer de mama, de intestino, de cólo de útero, de pulmão e de estômago, por exemplo, devem ser os que mais acometerão mulheres brasileiras em 2016 e em 2017. Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam que, somente neste ano, devem ser diagnosticados quase 58 mil novos casos de cancro de mama.

O cirurgião oncológico Ricardo Motta, do Centro Oncológico de Mogi das Cruzes e membro da Sociedade Europeia de Oncologia (ESMO), atenta que, por isso, a atenção das mulheres deve ser redobrada durante o ano inteiro. “A prevenção constitui a arma mais eficaz ao combate ao câncer”, enfatiza. Ainda segundo o especialista, a prevenção é divida em duas categorias, uma que cabe ao indivíduo e outra que envolve o auxílio médico. A pessoa, além de manter hábitos saudáveis, como controle do peso, da hipertensão, do diabetes, precisa evitar o fumo e a exposição excessiva ao sol. “A bebida alcoólica também deve ser consumida moderadamente”. Já a outra vertente envolve consultas e realização periódica de exames preventivos. “É importante estar em dia com os exames de papanicolau, de mamografia e ultrassonografias de abdome e das mamas”, completa Motta.

De acordo com Inca, a prática de atividade física e uma alimentação saudável com a manutenção do peso corporal estão associadas a uma diminuição de aproximadamente 30% do risco desenvolver câncer de mama, por exemplo. A obesidade pós-menopausa também é considerada como fator de risco. Entretanto, o instituto observa que esse risco diminui com a prática de atividade física regular.

O especialista destaca que cuidar da saúde é uma questão de responsabilidade para si e para a família. Inclusive, observa que, além do apoio médico, o familiar é fundamental quando o câncer é detectado. “Com esta rede de ajuda entre profissionais e família conseguiremos bons resultados. O câncer atinge o paciente e todos que estão em volta. Logo, a união se faz obrigatória nesse momento”.

BIENAL

O Instituto Nacional de Câncer alerta que a mamografia bienal para mulheres entre 50 a 69 anos é a estratégia recomendada pelo Ministério da Saúde (MS) para o rastreamento do câncer de mama. Já para as mulheres consideradas de risco elevado (alto risco) para câncer de mama (aquelas com história familiar de câncer de mama em parentes de primeiro grau), recomenda-se o acompanhamento clínico individualizado. (Com informações da Linha Fina Assessoria de Comunicação) 


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