Investir nos relacionamentos: A chave para o sucesso das organizações

O que vem primeiro, o sucesso profissional ou a satisfação pessoal? É possível ter êxito no trabalho sem ser efetivamente feliz no que se faz? Uma pesquisa conduzida pela Universidade de Harvard possibilitou mensurar a conexão entre uma vida pessoal satisfatória com produtividade e ainda sucesso profissional. A conclusão do Grant Study, realizado a partir de 1938 com mais de 700 pessoas dos sexos feminino e masculino, foi que a razão para o sucesso, na verdade, são os “bons relacionamentos”. Mas não é só o profissional quem ganha com esse fator. As empresas também.

Para o professor e pesquisador do Instituto Movimento pela Felicidade, de Belo Horizonte, Benedito Nunes, investir em boas relações é sinônimo de melhoria de desempenho e performance, não só no ambiente de trabalho, mas em qualquer outro. Ele afirma que bons relacionamentos trazem ótimos resultados. “Na vida cotidiana, nós nos tornamos pessoas mais receptivas, proativas e desafiadoras. Já no ambiente de trabalho, além de tudo isso, nos tornamos mais produtivos e engajados, já que somos desafiados com inteligência a superar nossos próprios limites”. Como atingir esse desempenho? “Afeto e sentido são as palavras-chave”, responde.

Estudiosos também afirmam que as emoções positivas permitem que as pessoas se sintam mais felizes e, portanto, passem a agir de forma diferenciada, levando-as, inclusive, a uma nova abordagem na maneira de raciocinar. O famoso “pensar fora da caixa”, que se tornou uma premissa para quem quer se destacar – ou se manter – no mercado, flui fortemente quando o ambiente de trabalho é bom. Segundo a Presidente do Instituto Vida Positiva, de São Paulo, Diana Dahre, “relacionamentos saudáveis levam as pessoas a atingirem objetivos positivos, pois quem se sente bem e feliz é, naturalmente, mais leve e alcança mais facilmente suas metas, venham elas seguidas por grandes desafios ou não. Sem falar que as emoções positivas extinguem as negativas.”, acrescenta.

Essas mudanças na forma de se relacionar no ambiente de trabalho são crescentes e têm transformando os valores e as estruturas do mundo corporativo atual. A ciência da felicidade e bem-estar, como pode ser chamado esse viés organizacional, traz visíveis benefícios tanto para funcionários quanto para as empresas e potencializa negócios, gerando resultados mesmo em tempos de recessão, como atual momento vivido no País. Pesquisas recentes feitas pela de Harvard comprovam que funcionários felizes melhoram em 31% sua produtividade, têm 37% mais potencial de vendas e são três vezes mais criativos no trabalho do que aqueles que não se sentem felizes e suas funções.

Pensando nesse cenário, o Instituto Vida Positiva e o Instituto Movimento pela Felicidade se uniram na realização do Primeiro Encontro Internacional de Felicidade e Bem-Estar nas Organizações, que ocorrerá em dezembro deste ano, na sede da Fecomercio, em São Paulo. Palestrantes, pesquisadores e executivos que estarão presentes no evento, demostrarão como boas práticas de felicidade podem impulsionar pessoas na busca do equilíbrio biopsicossocial, bem como motivar e engajar equipes e organizações na busca por resultados, além de conduzir a sociedade à construção de uma nova ética de relações.

“Apresentaremos a aplicabilidade da Ciência da Felicidade e do Bem-Estar em suas múltiplas dimensões e contaremos com diálogo franco e aberto, permitindo que todos exponham com responsabilidade seus pontos de vista”, comenta Diana sobre a dinâmica desenvolvida para o encontro. Haverá programas de autoconhecimento, no sentido de permitir a identificação do perfil dos integrantes da equipe e de nivelar os desafios e a forma de abordar as pessoas. “Contaremos com um trabalho dedicado à construção de ambientes saudáveis, para que as pessoas tenham vontade de estar presentes e, dessa forma, produzir mais e melhor”, detalha Nunes.

Para líderes, profissionais e organizações que desejam melhorar a qualidade dos relacionamentos do ambiente de trabalho, resultando em melhor convivência, bem-estar, produtividade e lucratividade, Diana Dahre e Benedito Nunes apresentam alguns dos profissionais que estrarão presentes no evento e dos temas que serão debatidos:

– A equação da produtividade e da felicidade no trabalho: O mentor em desenvolvimento de pessoas Frederico Machado apresentará alternativas para resolver problemas muito presentes no ambiente corporativo, tais como conflito de gerações, infelicidade, improdutividade e perda de competitividade, atentando para o que realmente importa, o ser humano e sua felicidade. Frederico mostrará como colocar em prática a equação “Líder Autêntico + Pessoas Balanceadas + Pessoas Felizes = Alta performance e Produtividade” e explicará porque o futuro das organizações está muito mais atrelado à felicidade dos que com ela trabalham, e suas reais competências.

– O segredo da gestão participativa: O especialista em Gestão Positiva Marcos Bonadie afirma que ninguém é gestor sozinho. Ele afirma que um clima harmonioso e bons relacionamentos são pontos cruciais para que as empresas caminhem na direção de resultados positivos nos seus indicadores de desempenho. “É preciso desenvolver um ambiente de respeito, engajamento, confiança, coletivismo, valorização e proximidade. É importante acreditar na equipe e fazer com que as pessoas tenham consciência de que é possível ser feliz no trabalho, e que elas são parte integrantes desse processo”, diz.

– Comunicação como ponte para os resultados e a satisfação no trabalho: Para liderar equipes e engajar os colaboradores com os propósitos das organizações é fundamental que os gestores façam uso de uma comunicação positiva. A Doutoranda em Psicologia e Mestre em Comunicação Gaya Machado, explica que tão ou mais importante que o tema em questão, é a maneira como ele é abordado. “O tom de voz, a linguagem corporal, a escuta empática e outros pequenos sinais são tão fundamentais quanto as palavras escolhidas para transmitir a mensagem”. Muitos dos problemas de relacionamento no trabalho são produtos diretos de uma comunicação ineficaz, e não do tema que está em discussão”, explica.


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