Mamoru é criticado por engavetar projeto de aluguel social em Itaquaquecetuba

Prefeito de Itaquaquecetuba mantém tradição de aumentos de tarifa em véspera de feriados

Por Lailson Nascimento

Da Gazeta Regional

O prefeito de Itaquaquecetuba, Mamoru Nakashima (PSDB), tem enfrentado uma série de críticas relacionadas ao setor de habitação. Na semana que ficou marcada pelas dezenas de famílias desalojadas, vítimas de enchentes, o tucano sofreu cobranças por ter engavetado, no ano passado, projeto que instituiria o aluguel social no município. A ausência de um Conselho Municipal de Habitação também faz parte das críticas.

O ex-secretário municipal de Habitação, Aparecido Ribeiro de Almeida, o Magrão, é um dos principais críticos ao trabalho de Mamoru na área. Segundo ele, o prefeito errou ao engavetar diversos projetos que serviriam como solução provisória para as famílias que residem em áreas de risco.

Em entrevista ao Gazeta Regional, Magrão chamou atenção para o fato de Mamoru descumprir, inclusive, Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) firmados com o Ministério Público (MP). “Quando estive secretário, encaminhei o projeto de aluguel social justamente para atender os TACs. Mas, ainda que a necessidade do projeto tenha sido encaminhada ao prefeito, ele preferiu engavetar. O que cabia a mim, como secretário? Ficar calado”, ironizou.

No entendimento dele, os problemas enfrentados pela população seriam minimizados com o aluguel social. “Moro há 27 anos em Itaquaquecetuba e sei que as enchentes e alagamentos são previsíveis, assim como desmoronamentos e desabrigados. Se a cidade contasse com um aluguel social, a prefeitura teria um caminho legal para ajudar a população. Mas a atual administração prefere distribuir quilinhos de arroz e colchões, ou seja, fica no assistencialismo. Aí, a responsabilidade de gestão acaba transferida para a população, que se encarrega de socorrer a própria população”, diz Magrão.

Conselho

O ex-secretário também falou dos problemas que ocorrem devido à ausência de um Conselho Municipal de Habitação. “Como o órgão não existe, no período em que atuei na pasta, fiz um grande levantamento das áreas de risco com base nas recomendações do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, além das áreas indicadas pelo MP e pela Defesa Civil. Aí, o prefeito abortou todo o projeto que deixei, optando por adotar um modelo político de cadastro, inclusive levando vantagens justamente num ano de eleições”, reforçou. Para ele, se o conselho já atuasse, Mamoru seria forçado a mudar o modelo de trabalho.


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