Medalha de Mérito “Tim Lopes” em homenagem aos jornalistas é aprovada em Itaquaquecetuba​

Marcello Barbosa

Na noite da última quarta-feira (14/10) a Câmara Municipal de Itaquaquecetuba aprovou o Projeto de Emenda à Lei Orgânica Municipal Nº 60/2015 que cria a “Medalha de Mérito Arcanjo Antonino Lopes do Nascimento – Tim Lopes”. O Projeto é de autoria do vereador Rolgaciano Fernandes Almeida (PTN).

A “Medalha de Mérito Arcanjo Antonino Lopes do Nascimento – Tim Lopes” tem o objetivo de homenagear os Jornalistas que se destacarem em sua profissão na cidade.

Quem foi Tim Lopes?

tim lopesArcanjo Antonino Lopes do Nascimento, conhecido como Tim Lopes, (Pelotas, 18 de novembro de 1950 — Rio de Janeiro, 2 de junho de 2002) foi um repórter brasileiro, produtor da Rede Globo desde 1996.

Cursou Jornalismo na Faculdade Hélio Alonso (FACHA), Rio de Janeiro. Seu primeiro trabalho foi na revista Domingo Ilustrada, do jornalista Samuel Wainer, como contínuo. Quando começou a fazer reportagens na rua, passou a ser chamado de Tim Lopes. Segundo amigos, o “nome artístico” teria sido dado pelo próprio Samuel Wainer, devido à semelhança do jornalista com o cantor Tim Maia.

Uma de suas primeiras reportagens foi publicada na década de 1970, no jornal alternativo “O Repórter”. A matéria relatava as precárias condições de trabalho dos operários na construção do metrô do Rio. Para produzi-la, Tim Lopes trabalhou como peão na própria obra. Trabalhou também na sucursal do Rio de Janeiro da Folha de S.Paulo, nos jornais “O Dia”, “Jornal do Brasil” e “O Globo” e na revista “Placar”. Na TV Globo, participou de uma série de reportagens do programa “Fantástico”, que promoviam o encontro de familiares de vítimas com assassinos presos. Internou-se por dois meses em uma clínica para dependentes químicos para uma reportagem sobre o assunto. Em 2001, Lopes foi um dos ganhadores do Prêmio Esso. Era considerado pelos colegas de profissão como um dos mais corajosos e audaciosos repórteres investigativos em atividade.

Tim Lopes desapareceu em 2 de junho de 2002. Depoimentos de narcotraficantes presos indicam que ele teria sido sequestrado e morto entre as 22 e 24h daquele dia. Sua morte somente foi confirmada a 5 de julho, após exame de DNA dos fragmentos de ossos encontrados num cemitério clandestino.

Era casado com a estilista Alessandra Wagner havia dez anos. Tinha um filho de 19 anos, Bruno, nascido do seu primeiro casamento.


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