Nutricionista orienta como evitar deficiência de vitamina D no inverno

Segundo a OMS, cerca de 70% dos brasileiros tem baixo índice dessa vitamina nessa época do ano

No inverno é comum ficarmos mais tempo “escondidos” dentro de casa ou cobertos por casacos, toucas e luvas. Com menos de tempo de exposição aos raios solares, que ainda estão mais fracos nessa época do ano, cresce o número de pessoas com deficiência de vitamina D. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 70% dos brasileiros tem índice de vitamina D abaixo do recomendado no inverno.

A falta de vitamina D, chamada de hipovitaminose D, é responsável por diversos problemas de saúde como perda óssea, doenças autoimunes, doenças cardiovasculares, cansaço e dores pelo corpo, queda de cabelo, além de dificuldade de cicatrização, enxaqueca e até depressão e câncer.

Segundo a mestre em Nutrição pela Universidade de São Paulo (USP), Claudia Sanibal, além da exposição insuficiente ao sol outros fatores pode causar a hipovitaminose D como o envelhecimento, a redução da absorção de gorduras, uma vez que a vitamina precisa do colesterol para ser sintetizada e o uso de medicamentos como glicocorticóides, em especial a prednisona, e os bloqueadores da absorção de gordura), além de

Pesquisas

A nutricionista explica que a vitamina D e seus pró-hormônios têm sido alvo de um número crescente de pesquisas nos últimos anos que demonstram suas funções além do metabolismo do cálcio e da formação óssea, incluindo interação com o sistema imunológico, uma vez que há receptores de vitamina D em uma ampla variedade de tecidos corporais como cérebro, coração, pele, intestino, gônadas, próstata, mamas e células imunológicas, além de ossos, rins e paratireóides.

Dessa forma, manter os níveis corretos de vitamina D contribui para um corpo mais saudável. Mas, isso depende de atuação em vários setores, uma vez que os níveis de vitamina D dependem da exposição solar, pigmentação da pele, uso de roupas fechadas, alimentação rica em ômega 3, como peixes de água profunda (salmão, atum, bagre), óleo de peixe e alimentos fortificados (leite, sumos, margarinas, iogurtes, cereais e soja), sucos cítricos e suplementos orais.

A nutricionista detalha ainda que a recomendação diária da vitamina D é difícil de ser estabelecida com exatidão, devido ao metabolismo de cada pessoa, uma vez que ela pode ser produzida endogenamente. Assim, se consumida indiscriminadamente, pode ser armazenada além das necessidades do consumo dietético, que depende dos níveis de fósforo e cálcio.

“É importante ter um acompanhamento nutricional para evitar a falta e o excesso de vitamina D. Vale ressaltar ainda que a conduta nutricional, sempre orientada pelo nutricionista, se torna mais importante à medida que a exposição solar diminui”, comenta a mestre em Nutrição, Claudia Sanibal.


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