Prefeitura de Poá decreta Situação de Emergência após as chuvas do fim de semana

Foto: Flávio Aquino

O prefeito de Poá, Marcos Borges (PPS), decretou Situação de Emergência em todo o município por conta das fortes chuvas que atingiram a cidade no último sábado (09/01). A decisão foi tomada após reunião emergencial com vários secretários municipais na manhã desta segunda-feira (11/01) no gabinete. No encontro foram contabilizados os prejuízos causados pelas chuvas, uma das maiores dos últimos tempos, e que deixou 150 pessoas desalojadas, sendo sete desabrigadas, problemas na área estrutural do centro da cidade e prejuízo aos comerciantes desta região, além de problemas em vários bairros do município.

“De acordo com dados da Defesa Civil de Poá, o índice pluviométrico de chuva no sábado foi de 82,5 milímetros, chegando a 88 milímetros em momentos de pico. É muita água que infelizmente não teve vazão suficiente, causando enchentes e alagamentos em vários bairros da cidade”, frisou o prefeito Marcos Borges, ressaltando que além do Centro, mais 14 bairros da cidade foram atingidos.

Com o decreto de Situação de Emergência, Poá pode recorrer à ajuda financeira dos governos Estadual e Federal, por meio da Defesa Civil, que elabora relatórios com as informações dos principais prejuízos sofridos pela cidade. Além disso, a Prefeitura de Poá, de acordo com o chefe do Executivo, já começou a tomar as medidas necessárias para evitar que novos problemas não ocorram no município. “Com o decreto, vamos desburocratizar ações que podem ser feitas diretamente pelo município, como compra de alimentos e mantimentos às famílias atingidas pelas enchentes e aluguel de equipamentos para limpar e desassorear o próprio piscinão, córregos e rios”, frisou o prefeito.

De acordo com o prefeito, assim que iniciou o momento de chuva pesada e, ao perceber que as cidades da Zona Leste começaram a ter problemas, a Prefeitura de Poá, por meio das Secretarias de Segurança, com a Defesa Civil, e de Desenvolvimento e Assistência Social, já iniciaram intervenções imediatas. “Além disso, tínhamos equipes das Secretarias de Serviços Urbanos [SSU], Saúde e Transportes para orientar e ajudar o máximo possível as pessoas prejudicadas com a situação”, explicou o prefeito Marcos Borges.

Além do decreto de Situação de Emergência no município, outras ações estão sendo aplicadas de imediato, como a continuidade do atendimento aos moradores que estão desalojados. “Com o cadastro realizado no primeiro contato com as pessoas, em especial, na ocorrência do problema, estamos fazendo o acompanhamento contínuo e por este motivo providenciando a distribuição de colchões, cobertores, kits de limpeza e de higiene pessoal e cestas básicas”, afirmou Adriana Borges, secretária municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, que contou com toda a equipe de prontidão para atender as pessoas atingidas pelas chuvas.

Na área da Saúde, o maior prejuízo ocorreu na Unidade Básica de Saúde (UBS) Vereador Farid Domingues, o CSII, que foi tomado pelas águas e todos os equipamentos, documentos e provisões médicas foram perdidos. “Vamos ter que iniciar do zero. Perdemos prontuários, suprimentos médicos, equipamentos, quase tudo, além dos danos ao imóvel provocado pela água que atingiu 1,70m de altura. Provisoriamente o atendimento da população será voltado para o prédio do CAPS [Centro de Atenção Psicossocial], disse Alexandre Russo, secretário municipal de Saúde. “Além disso, teremos nove equipes do programa de Estratégia e Saúde da Família [ESF] destacadas para atender as pessoas de todos os bairros atingidos com medidas de combate à leptospirose e outras doenças, por exemplo”, afirmou o secretário.

O prefeito ressaltou que os trabalhos de rescaldo da enchente já tiveram início prontamente na cidade: “Temos equipes nas ruas, recuperando o centro e os bairros atingidos. Quero deixar claro que não será apenas a área central que terá nossa atenção, mas todos os locais atingidos pelas enchentes. Foram 14 bairros identificados pela Defesa Civil com alguma intercorrência e que terão atenção igual no trabalho de recuperação da cidade”, destacou o prefeito Marcos Borges.

Piscinão

Durante a reunião, o prefeito Marcos Borges e os demais secretários debateram na questão das obras do piscinão. Ele fez um desabafo e destacou que vai cobrar providências da empresa responsável pela construção do equipamento que deveria, de alguma forma, reter as águas das chuvas, evitando os problemas que a cidade passou no último final de semana. “Lamentamos tudo isso que aconteceu, mas em momento algum cruzamos os nossos braços. Hoje estamos sofrendo as consequências da inoperância do passado, porque sabemos que esta região de Poá tem relatos que desde a década de 50 tem enchentes. E de lá para cá pouco ou quase nada foi feito. Em 2010 foi iniciado o processo da construção deste piscinão e pouco se avançou. Não se chegou à execução. Este ano de 2015 que conseguimos avançar bastante, mas mesmo assim foi insuficiente”, afirmou o prefeito.

Dados da Secretaria Municipal de Planejamento de Poá apontam que 39,45% das obras do piscinão já foram executadas. “Estarei chamando os representantes da empresa responsável pela obra. Vamos acioná-la por meio da Secretaria de Assuntos Jurídicos para pedir explicações deste atraso. Se eles não têm condições de executar a obra, nós vamos contratar outra empresa. O que não dá para aceitar é esta morosidade, este comodismo, que vem desde que esta obra iniciou”, definiu o prefeito.

Os locais mais atingidos pelos alagamentos e enchentes após a forte chuva do último final de semana foram na área central e nos bairros, como Vila Perracine, Vila lúcia, Vila Perreli, Cidade kemel, Dom Manoel, Jardim Estela, Vila Romana, Conjunto Alvorada, Vila Anchieta, Nova Poá, Calmon Viana, Vila Jaú e Vila Varela. (com informações da Secom de Poá)


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