Secretaria de Saúde de Poá e Polícia Civil discutem atendimento às vítimas de violência

Foto: Julien Pereira/Secom Poá

O vice-prefeito e secretário de Saúde, Marcos Ribeiro da Costa, o Marquinhos Indaiá e o delegado titular do Distrito Policial (DP) de Poá, Renato de Almeida Barros, conversaram na manhã de hoje (19) sobre o “Protocolo para Atendimento às Vítimas de Violência”. Como muitas pessoas recebem um primeiro acolhimento na Rede de Saúde Pública, sistematizar as condutas e os procedimentos destes casos é extremamente necessário.

“Estamos conversando com diferentes órgãos e instituições e o objetivo do ‘Protocolo para Atendimento às Vítimas de Violência’ é orientar e sistematizar as condutas para a identificação dos diversos tipos de violência – física, sexual, psicológica e negligência –, a fim de que o atendimento, a notificação, o encaminhamento, o acompanhamento e a realização da profilaxia das doenças resultantes da violência sexual sejam os mais adequados. Aqui na Polícia Civil como sempre recebemos a atenção necessária e o delegado Renato de Almeida Barros se colocou à disposição para auxiliar no que for necessário quanto o acolhimento das vítimas”, explicou Marquinhos Indaiá.

Segundo o delegado Renato de Almeida Barros, o trabalho em parceria com a Saúde tem como meta oferecer acolhimento às vítimas de violência e os profissionais da Delegacia já foram orientados e capacitados a prestar serviços a fim de contribuir nas garantias de direitos, deveres e políticas de proteção aos grupos vulneráveis. “Tudo na busca por um atendimento humanizado, específico, no momento em que é necessário o apoio policial”.

Protocolo
O protocolo permitirá que os pacientes tenham seguimento em ambulatórios específicos, com acompanhamento multiprofissional para suas demandas sociais, psicológicas e médicas, proporcionando, assim, sua reestruturação emocional e reintegração social.

Hoje, na Rede de Saúde Pública a principal dificuldade dos profissionais são a realização de alguns procedimentos específicos, como a notificação dos casos ao sistema legal. Além disso, tem-se notado que nem sempre a família aceita uma interferência na dinâmica familiar, que é fundamental na assistência aos casos de violência doméstica. Assim, deve haver habilidade no manejo dessas situações, colocando o serviço de saúde como aliado da vítima.

“Esse Protocolo para Atendimento às Vítimas de Violência na Rede de Saúde Pública é grande passo para avançarmos no nosso trabalho”, concluiu Marquinhos Indaiá.


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