Sexo com proteção pode prevenir doenças que causam câncer de colo de útero, boca e pênis

No Brasil os índices de casos de HPV em homens e mulheres chegam a 2 milhões por ano, vírus causa câncer de colo de útero
Um dos períodos em que as atenções estão mais voltadas para a prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST´s) é agora no Carnaval, período em que ocorrem mais relações sexuais sem a proteção de preservativos. Hoje, mais do que prevenir uma gravidez indesejada, o uso do preservativo garante a saúde do homem e da mulher, evitando o contágio de diversas doenças, entre elas, o HPV (Papiloma Vírus Humano). Trata-se de uma doença silenciosa, que pode causar câncer de colo de útero.
O HPV infecta homens e mulheres por meio do ato sexual sem proteção, e se instala principalmente em regiões como: vagina, o ânus e a cavidade oral. No Brasil, os índices de casos de HPV chegam a 2 milhões por ano. “Porém, o que muitos não sabem, é que a doença em algumas pessoas pode não desenvolver sintomas, mas pode afetar os parceiros por meio do contato sexual, por isso é tão importante o uso da camisinha”, explica o cirurgião oncológico, Ricardo Motta, especialista do Centro Oncológico Mogi das Cruzes.
Os sintomas da doença incluem verrugas nas genitais e regiões próximas, e na maioria dos casos regride espontaneamente, mas existem cerca de 150 tipos diferentes de HPV, sendo 13 tipos considerados oncogênicos, ou seja, apresentam maior risco de provocar infecções mais persistentes ou decorrentes de lesões.
“Quando a doença não é tratada de maneira correta pode gerar algo mais sério como um câncer, de colo do útero, na vagina, vulva, no pênis e até mesmo na garganta e boca, por isso, é de extrema importância procurar um médico quando a pessoa identificar qualquer tipo de sintoma”, explica o especialista em oncologia.
Para as mulheres e homens, entre 9 e 26 anos, que não iniciaram a vida sexual, existe hoje no sistema privado e público a vacina contra o HPV. “No entanto, pessoas que iniciaram a vida sexual também podem ser vacinadas, mas a eficácia pode ser diminuída caso o organismo já tenha entrado em contato com o vírus”, completa Motta. (Linha Fina Assessoria de Comunicação)

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