UMES São Paulo emite Nota de apoio à ocupação da Escola Cícero em Itaquaquecetuba

A Escola Estadual Cícero Antonio de Sá Ramalho continua ocupada pelos estudantes , professores e também pais de alunos desde domingo (22/11). O motivo da ocupação é protestar contra  à reorganização escolar proposta pelo Governo do Estado. Atualmente a Unidade Escolar atende ensino fundamental I e II e ensino médio. Pela mudança do Estado, a escola passará atender somente alunos do fundamental I.

A ocupação ganhou de imediato o apoio da Associação de Moradores do Bairro Jardim do Carmo da APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) de Itaquaquecetuba e da ANEL (Assembleia Nacional dos Estudantes Livres). De acordo com os estudantes a ocupação permanecerá até o Governo Estadual revogar o Plano de Reorganização Escolar.

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OAB se reúne com estudantes e comunidade local

Na tarde de terça-feira (24/11) o presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Itaquaquecetuba Zenival Lima esteve no local da ocupação para garantir que os direitos dos estudantes sejam resguardados e que não aconteça nenhum abuso ou ataque ao direito de manifestação dos jovens.

Curiosamente a União Municipal dos Estudantes (UMES) Itaquaquecetuba está se posicionando contrária a ocupação da Escola e fazendo a defesa da reorganização escolar proposta pelo Governo do Estado de São Paulo, ela é a única entidade estudantil do Estado a defender o modelo de reorganização escolar proposto.

Essa postura diferente chamou a atenção da UMES São Paulo que emitiu uma Nota de apoio e solidariedade aos estudantes da Escola Cícero, que foram desamparados pela UMES de Itaquá.

Veja a Nota na íntegra:

Nota de apoio as ocupações de Itaquaquecetuba

A UMES-SP vem manifestar seu total apoio aos estudantes de Itaquaquecetuba em luta contra a reorganização de Alckmin, que frente a onda de ocupações de escolas que toma todo o nosso estado decidiram ocupar a E. E. Prof. Cícero Antonio de Sá Ramalho, importante escola da cidade.

A decisão dos estudantes de Itaquá, assim como todo o apoio dado pelos professores e comunidade, em ocupar a escola no último domingo (22) fortalece a luta contra o plano do governador para fechar o máximo de escolas, trocar os estudantes de outras, superlotar ainda mais as salas, demitir vários professores com a única finalidade de gastar menos dinheiro com a educação. Pelo seu projeto 94 escolas serão fechadas, centenas de outras terão seus alunos remanejados e o restante vai sofrer ainda mais com a superlotação ao receber os estudantes que ficarão sem sua escola.

Trata-se de uma proposta que apenas prejudica a juventude, que perde a oportunidade de estudar, de se formar e assim conseguir melhores condições de vida. É uma medida ainda mais criminosa se levado em conta a crise econômica que vive o país, onde o desemprego aumenta e o ensino público é ainda mais necessário para que esses jovens tenham seu direito à educação garantido.

Gostaríamos ainda de repudiar a repressão policial e a tentativa de supostas lideranças estudantis da cidade em diluir e desmobilizar os estudantes.

Quem fecha uma escola, abre uma prisão!

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