Vereador Poaense sugere Banco de Alimentos para Poá

Com a medida, os alimentos poderão ser repassados para creches, escolas, entidades sem fins lucrativos, entre outros  estabelecimentos

Deliberada na sessão da última terça-feira (15 de setembro), a indicação que solicita a implantação do Banco de Alimentos em Poá, é de autoria do vereador e vice-presidente da Casa de Leis Lázaro Borges (PROS). O objetivo é reduzir o desperdício e auxiliar as pessoas em situação de vulnerabilidade alimentar.

O pedido do parlamentar é para que a implantação ocorra através do Conselho de Segurança Alimentar.

Em geral, as doações viriam de estabelecimentos comerciais, industriais, produtores rurais, hortas comunitárias e órgãos públicos. Com a medida, os alimentos poderão ser repassados para creches, escolas, entidades sem fins lucrativos, entre outros  estabelecimentos.

Segundo Lázaro a implantação do equipamento é necessária, pois o município não conta com o equipamento que visa evitar o desperdício de alimentos:

“O programa visa à redução de desperdício de alimentos”, disse o parlamentar, lembrando que, anualmente, se desperdiça no país um grande volume de hortaliças e frutas, por problemas de transporte, de venda ou mesmo em casa. “Esse banco recebe o produto e doa para entidades assistenciais”, explicou.

Borges acrescentou, ainda, que é necessário criar no País a cultura de doar alimentos e de educar as pessoas sobre a alimentação. “É não ter pessoas indo ao lixo buscar comida e sim dar um destino mais nobre à comida”, ponderou.

Cada banco de alimentos conta com um técnico em alimentação, como um nutricionista ou engenheiro de alimentos, para avaliar o que poder ser aproveitado, além de uma equipe preparada para selecionar os alimentos.

O documento segue, agora, para apreciação do Executivo.

Banco de Alimentos

Implantados no Brasil há pouco mais de uma década, os Bancos de Alimentos são os mais importantes instrumentos de combate ao desperdício de alimentos. “São alimentos que se encontram fora dos padrões de comercialização, mas mantêm inalteradas suas propriedades nutricionais, não apresentando qualquer risco ao consumo humano”, explica a coordenadora-geral de Equipamentos Públicos do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Kathleen Machado.

Assim, aquela verdura que chegou ao final do dia e o feirante não conseguiu comercializar ou produtos doados por supermercados e indústrias alimentícias ganham lugar na mesa de milhares de brasileiros que não tem acesso regular à alimentação. Os Bancos arrecadam esses produtos, adequados ao consumo, e os repassam a instituições da sociedade civil sem fins lucrativos que produzem e distribuem refeições gratuitamente. (Com informações da Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Poá)


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